Prevenção de suicídio em condomínios

O suicídio é uma triste realidade social a ser combatida. Muitas vezes, o ato suicida pode ser evitado com atenção e circulação de informação, com qualidade, sobre o assunto. Começando por trazer o assunto do suicídio, como algo real, factível e presente, podendo ocorrer de modo muito próximo, acometendo um vizinho, parente, amigo ou colega de trabalho. O que significa, que esse assunto não pode ser tabu em lugar nenhum e nem em seu condomínio. Todos podem se beneficiar dessa forma.

Mas como perceber que tem alguma pessoa em risco ou que merece mais atenção no condomínio?

Mudanças no comportamento usual da pessoa;

Quando a pessoa fala em suicídio de forma indireta (usando expressões como: “tenho vontade de acabar com tudo”, “tenho vontade de sumir”, “odeio a vida que tenho” …);

Ambiente familiar apresentando violência doméstica;

Pessoas solitárias (sem receber visitas ou antissociáveis).

Nesses casos acima, tanto moradores quanto funcionários, podem oferecer sua escuta e tentar ajudar com acolhimento, sem julgar e orientando a buscar ajuda especializada, caso manifestem sofrimento.

A atenção e o cuidado com o outro nem sempre é algo cultivado em nossa sociedade. Porém, quando residimos ou trabalhamos em um lugar, o bem-estar comum é um fator de proteção social.

O síndico tem um papel muito importante no cultivo a criação e manutenção de um ambiente mais harmonioso nos condomínios, mas não só ele, todos devem se envolver e colaborar no que for possível.

Então, como o síndico pode propiciar um ambiente mais saudável emocionalmente nos condomínios? Caso o síndico não se sinta com habilidades para desenvolver certas iniciativas, pode chamar algum morador ou funcionário para auxiliar.

Atitudes simples de estimular funcionários a cumprimentar moradores e serem gentis (favorecimento da comunicação e clima acolhedor);

Afixar cartazes nos elevadores e áreas comuns dos prédios, com informações sobre o Centro de Valorização da Vida (CVV) – telefone: 188;

Envolver médicos, psicólogos, assistentes sociais, mediadores que residam no próprio condomínio e que possam se disponibilizar a auxiliar em alguma questão que esteja preocupando ou chamando a atenção;

Fazer divulgação de datas comemorativas e estimular a participação e promoção de feiras e eventos no condomínio;

Incluir o estímulo à prática desportiva (a depender do tamanho do condomínio).

Ao fomentar uma cultura de cordialidade e solidariedade, o síndico sinaliza para um ambiente amistoso e acolhedor. Porém, é tarefa de todos lembrar que podemos ser solidários, em algum nível e ajudar a zelar pelo respeito e a paz em seu espaço coletivo.

A pessoa que se sente segura e acolhida em sua moradia, tem menos chances de querer cometer atos extremos.


Sobre o autor(a):
Swami da Silva Gomes — Psicóloga clínica. Especialista em Saúde Mental. Trabalha com resolução de conflitos, cuidado e prevenção de traumas. Instagram: @espacoviverbemviver

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